Novo livro "Conduta Ética e Sustentabilidade Empresarial"
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A ÉTICA NO TRABALHO


É grande o número de empresas que estão investindo maciçamente em ações relacionadas à Ética Empresarial para promover sua imagem externa como sendo responsável, transparente, que valoriza seu quadro de funcionários e que investe na preservação do meio ambiente.  Esses investimentos têm como principal objetivo a sustentabilidade, fazendo com que sua marca seja associada ao conceito de empresa consciente de sua responsabilidade social.  Entretanto, para uma empresa que pretende atuar com ética, não basta criar um Conselho ou uma Comissão de Ética e um Código de Conduta. A coerência de atitudes entre o que é divulgado e a forma de atuação da empresa é fator preponderante para que se possa perceber a real importância da ética para uma organização.  Quem atua, e quem decide, não é a empresa propriamente dita, já que se trata apenas de um ente jurídico. Na verdade, quem atua e decide são os empregados da empresa.  Independentemente das discussões filosóficas sobre a origem da ética ser ou não inata, percebe-se claramente que as empresas precisam atuar na busca de criar a consciência ética corporativa. Como exigir um tipo de conduta, e punir eventuais desvios, sem que tenha existido uma divulgação prévia sobre o tipo de conduta que cada empresa espera de seus empregados?  O conceito de ética não é rígido. Ele pode variar de cultura para cultura, de um país para outro e, por consequência, de uma empresa para outra. Comportamentos considerados aceitáveis e até mesmo elogiados em algumas culturas são absolutamente rejeitados em outras. Portanto, é uma questão de justiça social permitir que todos os empregados tenham a perfeita noção sobre quais as atitudes que não serão toleradas, divulgando previamente as conseqüências previstas quando as normas forem descumpridas.  O objetivo do livro é chamar a atenção de empresários, dirigentes e gestores para a importância de dedicar maior atenção ao “como” um trabalho deve ser realizado ou um resultado obtido. Também trata dos caminhos a serem percorridos para implantar a cultura ética na empresa. Público-alvo   Destina-se a empresas interessadas em investir na criação e ampliação da consciência ética junto a funcionários, fornecedores, parceiros e clientes, assim como junto ao público em geral, já que o livro está disponível para venda nas principais.  
PREFÁCIO
Ao se receber a incumbência de prefaciar um livro, podemos fi car num misto de vaidosa alegria e de redobrada atenção. Quando, gentilmente, recebi o convite de Márcia Cristina Gonçalves de Souza para prefaciar seu consistente e gostoso livro Ética no Ambiente de Trabalho, assumi também a atitude de redobrada responsabilidade e detalhado cuidado. Nada mais justo e natural pelo tema em pauta, pela trajetória profi ssional e experiência que a autora possui em sua estrada de realizações. O assunto tratado em Ética no Ambiente de Trabalho necessita ser considerado com toda a nossa atenção. A história de nosso país apresenta incontáveis passagens e fatos que não podem ser considerados condutas limpas e éticas. Quando as 13 caravelas do navegador Pedro Álvares Cabral avistaram o Monte Pascoal em 22 de abril de 1500, afi rmam alguns historiadores que, após fazer o reconhecimento da terra descoberta, Cabral pediu ao escrivão que registrasse a necessidade de o rei Dom Manoel liberar recursos para a construção de um porto para desembarque. O detalhe é que o porto naturalmente já existia na região em que se encontra hoje a cidade de Porto Seguro. Águas tranquilas protegidas por arrecifes, que permitiam que os barcos atracassem em segurança. Do Brasil colônia para cá, os registros históricos e judiciários apresentam infindáveis casos de desvios, roubos e crimes de toda ordem, além de questões e maquiavélicos movimentos políticos e econômicos com fins inconfessáveis. Agora, o mundo está globalizado e qualquer ato antiético ou criminoso que uma pessoa, um grupo de pessoas ou de organizações venha a realizar no meio empresarial, cedo ou tarde será conhecido e de domínio público. Os sistemas e os meios de controle empresariais estão mais aprimorados e públicos. As empresas se organizam melhor em tempos globalizados, conversam com frequência e estabelecem, com grande e necessária atenção, mecanismos de comunicação entre si. Se alguém tiver algum desvio de conduta, todos fi carão sabendo, pois todos se falam, diretamente ou por meio de suas associações, comunidades empresariais, ou mesmo pela participação da imprensa. A realidade é que, cada vez mais, a conduta ética é fator de sobrevivência empresarial e profissional. Não se trata de movimento da moda ou de iniciativa de poucos, com forças desarticuladas e sem objetivos claros a alcançar. Trata-se, sem dúvida, de um forçoso aprimoramento de conduta das pessoas no mundo corporativo, que vem se robustecendo para ficar. As empresas, de modo geral, quando iniciam um processo seletivo para seus quadros funcionais, procuram identificar, em cerca de 60% dos casos, quem o candidato é. Certo é que verificam também a capacidade técnica dos candidatos, porém, fundamentalmente, querem conhecer o caráter de quem irão contratar para fazer parte do time. Há quase dois séculos, Abraham Lincoln, disse: “Praticamente qualquer um pode suportar a adversidade, mas, se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe poder.” No mundo das empresas, essa citação se ajusta perfeitamente à realidade do cotidiano. Caráter, poder, possibilidades, escolhas, atos e consequências, tudo está conectado, como se fosse uma corrente, a partir de quem o binômio pessoa/profissional é. O livro Ética no Ambiente de Trabalho, de Márcia Cristina, oferece mais conteúdo e sentido à consistente atenção e às efetivas providências que as empresas precisam aplicar (e vêm aplicando) quando identificam pequenas ou grandes derrapadas éticas de componentes de seu quadro funcional. Fica evidente que o como se obtém determinado resultado é tão ou mais importante do que o próprio resultado em si, como também a conduta profissional dos integrantes de uma organização empresarial está, cada vez mais, sob permanente observação e acompanhamento. Ética no Ambiente de Trabalho chama a atenção e apresenta numerosas situações em que a ética e a conduta devem estar acima das vaidades e das práticas profissionais só confessáveis em mundos “muito pessoais e particulares”. É mais uma importante contribuição ao meio empresarial com que agora a autora nos brinda com base em sua valiosa experiência profi ssional. De fato, se fizermos a nossa parte, como Márcia Cristina vem fazendo a sua, construiremos um mundo melhor para todos, mais ético e justo, com cada um de nós ganhando com isso também. Leia e usufrua do livro sob essa ótica. Ruy Leal Superintendente-Geral do Instituto Via de Acesso www.viadeacesso.org.br

SUMÁRIO


Introdução
CAPÍTULO 1 O que é ética
CAPÍTULO 2 Ética nas corporações
CAPÍTULO 3 Código de ética
CAPÍTULO 4 Ética e lucro
CAPÍTULO 5 Identificando as questões éticas
1. Foco nas consequências 2. Foco nos princípios 3. Foco na integridade
CAPÍTULO 6 Criando a consciência ética
CAPÍTULO 7 O trabalho ético
1. Respeito ao cliente
1.1. Ouvir o cliente
1.2. Responder ao cliente
1.3. O importante é o cliente, e não a venda ao cliente
1.4. Não discriminar o cliente
2. Os "Antilíderes"
3. A existência dos “donos” da atividade
4. Desperdícios de verba e de material
5. Transparência na gestão de pessoas
6. A coerência na promoção de pessoas
7. Conformidade nos processos
8. Possibilidade de manipulação de dados e resultados
9. Responsabilidade nos resultados
10. Usufruir do mérito alheio
11. O deixar para depois e a inatividade
12. Conflitos de interesse
13. Usufruir da reputação da empresa
14. A responsabilidade com a imagem da empresa
15. Segurança da informação
16. Acesso à internet
17. Preconceito
18. Discriminação
19. Assédio moral
20. Assédio sexual
21. Relacionamentos pessoais inconsequentes
22. Fraudes, corrupção e roubo
23. Vaidade
CAPÍTULO 8 Os alicerces da conduta ética
1. Credibilidade
2. Humildade
3. Transparência e Coragem
4. O exemplo vem de cima
CAPÍTULO 9 Denúncia
CAPÍTULO 10 Apuração
CAPÍTULO 11 Política de consequência
Conclusão
Referências